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A festa está preparada. E o festejado?

A festa está preparada. E o festejado?

14.12.2010

Por: Cardeal Odilo Pedro Scherer

A festa está preparada. E o festejado?

A 3ª semana do Advento inicia com um convite insistente à alegria: “Alegrai-vos sempre no Senhor! Digo de novo – alegrai-vos! O Senhor está perto!” (Fl 4,4s). E as palavras poéticas do profeta Isaías falam da terra desértica que se alegra, germina e cobre de flores por toda parte; dos surdos que passam a ouvir, dos paralíticos que pulam como cabritos, dos mudos que começam a falar e a proclamar os louvores de Deus… E reanima os desanimados e fracos e os exorta a não temerem, a retomarem coragem e vigor, a se colocarem em pé.

E por qual motivo? Porque Deus está próximo e vem salvar o seu povo, que vivia no exílio e na escravidão. Voltarão para casa, reconstruirão a cidade e viverão em paz e liberdade. Haverá sorrisos, cânticos de louvor e um brilho de felicidade nos olhos de todos. Nunca mais conhecerão a dor e o pranto (cf Is 35,1-6.10).

O anúncio profético é dirigido a um povo submetido à humilhação e ao desprezo em meio aos outros povos. Mas o que a Palavra de Deus nos diz vai além da aplicação histórica específica e nos faz pensar nas muitas situações que a humanidade viveu em todos os tempos, vive hoje e ainda viverá, até que na terra habitem os descendentes de Adão: Humilhação, violência, desprezo, violação dos direitos mais básicos, discriminações, sonhos de felicidade abortados, perplexidade quanto ao futuro, doenças ameaçadoras, crise ecológica e uma série infindável de aflições. Sem pensar na “irmã morte”, indesejada mas furtiva e inseparável companhia, que nos espreita a cada passo…

De fato, não apenas o povo de Israel viveu sem pátria e oprimido na Babilônia: Todos somos exilados e peregrinos neste mundo, submetidos a constantes aflições e angústias, debatendo-nos na estreiteza de nossas limitações, mas com um coração inquieto, que sonha alto, quer liberdade e felicidade plena. Estamos à procura da pátria definitiva. E aqui ressoa a mensagem do Advento: “Não tenhas medo, Jacó, pobre vermezinho! Não tenhais medo, homens de Israel! Eu vos ajudarei!” (cf Is 41, 13-14). Coragem, homens e mulheres do nosso tempo! Coragem, jovens e anciãos apreensivos quanto ao futuro! Não tenhais medo! Deus não abandonou a humanidade ao seu destino, sem mais se importar conosco! Coragem, não estamos sozinhos neste mundo! Nossas angústias não ficam sem resposta, nem nossas buscas, sem sentido.

A Boa Nova do Advento e do Natal refletem a antropologia da fé cristã e uma visão sobre o mundo, que traz esperança ao homem: Não estamos sozinhos no universo! Não somos frutos do acaso, nem somos impelidos por um sonho impossível: Deus sabe de nós, olha por nós e nos estende a mão com infinita ternura e compaixão: “Misericórdia e piedade é o Senhor; Ele é amor, paciência e compaixão!” (cf Sl 144/145). E a Igreja não pode deixar de proclamar esta Boa Nova ao mundo, como luz que brilha nas trevas e água que irriga o deserto.

O mundo não sempre compreende, nem dá ouvidos a este bom anúncio da Igreja. Muitas vezes, o homem ainda prefere as fantasias e ilusões criadas por ele mesmo. Cria todo um clima de festa, enfeita ruas e praças, compra e distribui presentes, as satisfações são medidas pelo tamanho dos pacotes e a quantidade de comida na ceia de Natal! A festa é preparada mas o homenageado não foi lembrado… E convida-se Papai Noel em lugar do menino Jesus! A constatação do primeiro Natal continua a se repetir: Maria e José, excluídos do brilho da cidade e dos lugares de festa – “não havia lugar para eles…” – foram abrigar-se numa gruta, que servia de abrigo para animais (cf Lc 2,7). E aí nasce para o mundo o Filho de Deus e enche o mundo de luz!

Ainda está em tempo de dizer à cidade que no Natal foi Deus que veio ao encontro de todos nós, com infinita ternura e compaixão! Ainda é tempo de nos prepararmos espiritualmente, para celebrar com fé e intenso júbilo as alegrias da salvação. Abramos espaços em nossa vida e no convívio social para acolher o Deus que veio e continua a vir ao nosso encontro. Se o Natal virou uma grande festa do consumo para muitos, não cessemos de propor e testemunhar ao mundo o seu significado cristão.

Agora, que entramos na Novena Litúrgica do Natal, intensifiquemos a oração pessoal, em grupos e nas famílias e as ações de solidariedade fraterna; preparemo-nos espiritualmente mediante a confissão. E não esqueçamos de fazer um belo presépio nas casas, envolvendo as crianças e os jovens na sua montagem; presépio com Maria, José e Jesus, o anjo anunciante, os pastores e os reis magos. E também fica bonito colocar a fotografia de cada membro da família perto da manjedoura…

No início da novena litúrgica do Natal, no próximo dia 16, às 18h, serão novamente abençoados e inaugurados os sinos do carrilhão da Catedral da Sé. Mais de 60 sinos voltarão a tocar festivamente, para lembrar nossa cidade distraída e sempre ocupada que é preciso parar, dar tempo e espaço para o Deus que vem ao nosso encontro… Trabalhar, ganhar dinheiro, divertir-se, ter êxito na profissão e nos negócios ainda não é tudo. Os sinos da Sé convidam à alegria e anunciam a chegada daquele que é o motivo da verdadeira festa da humanidade!


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O recado que passei anteriormente é extraído da reflexão do Padre Renato sobre o evangelho de hoje.
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Deus nos deu uma linda missão. Chamou-nos à vida para algo superinteressante. O mundo não seria o mesmo se não tivéssemos nascido. Todavia, muitas vezes traímos a Deus seguindo caminhos que não eram aqueles que Ele pensou para nós. O livre arbítrio e arrogância desmedida nos levaram para o lado oposto da proposta inicial. Isso é muito triste... Infelizmente, também nós, como Judas, temos nossos atos de traição para com Deus. Traímos de tantas maneiras. Não nos compete elencar as traições dos outros. Temos que refletir sobre as nossas. Já é o bastante. Até o fim Jesus dá provas de seu amor carinhoso: mesmo sabendo que Judas vai traí-Lo, ainda assim oferece um bocado de pão macio, ensopado no molho da ternura, da delicadeza e da graça. O amor quando é verdadeiro nunca pede de volta o amor que foi dado. Jesus não pediu de volta o amor com que tinha amado Judas. Com a ferramenta do amor Jesus quer tocar o coração de Judas. Inútil! Seu coração já não tinha mais espaço para a graça, para Deus. A soberba, a arrogância, os interesses particulares roubaram o lugar de Deus em seu coração. A mesquinhez foi mais forte. Você já refletiu que Pedro é tão traidor quanto Judas. Negou 3 vezes. E Jesus também sabia que ele iria negá-lo. Pedro, porém, volta atrás. Desesperadamente se arrepende e deixa novamente o amor tomar conta de seu coração. Isso é sublime: reconhecer o erro e voltar atrás... O amor cura tudo. Só o amor faz Jesus dizer para Pedro que ele o seguirá mais tarde. E como seguiu...
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Que 2012 seja abençoado, e que possamos levar o nome de Jesus a todos que necessitam. Feliz 2012 a todos os que acompanham a Missão Expressão de Louvor. Fiquem com Deus!!!
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A cada um que caminha contribui com a evangelização. Um santo ano novo abençoado em especial a Missão Expressão de Louvor. Silvério & Marlene
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Um Feliz e Abençoado Natal s todos que o Menino Jesus se faça presente nos corações não só neste dia como em todo o sempre.
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