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Abril de Bento XVI

Abril de Bento XVI

23.04.2010

Dezesseis de abril é o dia do aniversário natalício de Sua Santidade o Papa Bento XVI, gloriosamente reinante. No próximo dia 19 celebraremos mais um ano de sua eleição à sucessão de Pedro e no dia 24 deste mesmo mês o início solene do seu ministério de Pastor Universal da Igreja. Foi também em abril, no dia 5, que ele recebeu a nomeação como Cardeal. Este mês normalmente é o mês em que ocorre a Páscoa e que a primavera começa no hemisfério Norte. Sempre é tempo de esperança que renasce e de horizontes novos que vislumbramos ao viver este tempo de grandes mudanças culturais. Quero aqui manifestar meu sincero agradecimento ao Papa, por ter, apesar de minhas limitações pessoais, me confiado o pastoreio da Igreja que peregrina nesta cidade maravilhosa de São Sebastião do Rio de Janeiro para, na caridade, ser o Arcebispo deste povo nestes dias tão machucado pelas trágicas situações das consequências da catástrofe metereológica e da falta de planejamento urbano, além dos problemas sociais enormes já existentes, mas com um sonho de mudanças e fraternidade decorrentes de sua tradição cristã anunciada desde os albores da fundação desta cidade.

Por isso, nestes dias em que o Papa Bento XVI comemora os seus oitenta e três anos de vida e cinco anos de Pontificado, com uma caminhada abençoada, coerente, retilínea, gostaria de ressaltar um pouco a importância canônica e pastoral do Sucessor de Pedro. Diz o Código de Direito Canônico no Cânon 330 que: “Assim como, por disposição do Senhor, São Pedro e os outros Apóstolos constituem um único Colégio, de modo semelhante o Romano Pontífice, sucessor de Pedro, e os Bispos, sucessores dos Apóstolos, estão unidos entre si”. Nesta íntima união entre o Vigário de Cristo e o Colégio dos Bispos, “O Bispo da Igreja de Roma, no qual perdura o múnus concedido pelo Senhor singularmente a Pedro, primeiro dos Apóstolos, para ser transmitido aos seus sucessores, é a cabeça do Colégio dos Bispos, Vigário de Cristo e aqui na terra Pastor da Igreja universal. Ele, pois, em virtude de seu múnus, tem na Igreja o poder ordinário, supremo, pleno, imediato e universal que pode sempre exercer livremente” (cf. Cânon 331). O ministério da Igreja é universal e ele tem a primazia sobre todas as Igrejas particulares (cf. Cânon 333, § 1); ele está sempre em comunhão com os outros Bispos e até com toda a Igreja, tendo o direito de determinar o que for necessário para o bem de todos os fiéis e da Igreja. “O Romano Pontífice, como sucessor de Pedro, é o perpétuo e visível princípio e fundamento da unidade quer dos Bispos quer da multidão dos fiéis.” (cf. LUMEN GENTIUM, 23)

Nas Sagradas Escrituras, em São Mateus, capítulo 16, diz Cristo só a Pedro: “tudo o que ligares na terra será ligado no céu…” Logo, a São Pedro e os seus legítimos sucessores têm a plenitude dos poderes na Igreja de Deus. O Evangelho de São Mateus, capítulo 18, ensina que Cristo disse aos seus apóstolos com Pedro: “tudo o que ligardes na terra será ligado nos céus…” Logo, no Colégio apostólico com Pedro, reside também a plenitude dos poderes eclesiásticos. Eis o Evangelho. E a Igreja ensina que no Papa, sucessor de São Pedro, reside a plenitude dos poderes e serviços, e que no corpo episcopal em união com o Papa – sucessão do Colégio apostólico com Pedro – se acha igualmente a mesma plenitude de jurisdição.

Por isso, nestes dias em que comemoramos o natalício e o início do ministério de Pastor Universal da Igreja do sucessor de Pedro deve ressoar em nossos corações o Evangelho de São Mateus, capitulo 17, que afirma que Pedro é a rocha da Igreja. Jesus conscientizava os Apóstolos perguntando-lhes quem Ele é na opinião dos outros e deles mesmos. Pedro responde pelos Doze, chamando-o de Messias (cf. Mc. 8,29) e “filho de Deus” (Mt. 14,33). Sobre esta fé de Pedro, Jesus edifica a sua comunidade – a Mãe Igreja. O poder do inferno e as suas manifestações exteriores não poderão jamais sucumbir a Igreja, calar a voz de Pedro e de seu legítimo sucessor, o Papa Bento XVI. Por isso, Jesus confiou a Pedro o serviço de administrar a comunidade eclesial, através da simbologia das chaves que abrem as portas do céu e que fecham as portas do céu, ligando e desligando.

Cada domingo, com o Credo, renovamos a nossa profissão de fé na ressurreição de Cristo, acontecimento surpreendente que constitui a chave do cristianismo. Na Igreja tudo se compreende a partir deste grande mistério, que mudou o curso da história e que se torna atual em cada celebração eucarística. Mas existe um tempo litúrgico no qual esta realidade central da fé cristã, na sua riqueza doutrinal e inexaurível vitalidade, é proposta aos fiéis de modo mais intenso, para que cada vez mais a redescubram e mais fielmente a vivam:  é o tempo pascal. Dentro deste contexto nós comemoramos o aniversário do Papa Bento XVI, quando somos chamados a renovar a nossa adesão a Cristo morto e ressuscitado por nós: a sua Páscoa é também a nossa Páscoa, porque em Cristo ressuscitado é-nos dada a certeza da nossa ressurreição. A notícia da sua ressurreição dos mortos não envelhece e Jesus está sempre vivo; e vivo é o seu Evangelho. “A fé dos cristãos, observa Santo Agostinho, é a ressurreição de Cristo”. Os Atos dos Apóstolos explicam-no claramente:  “Deus ofereceu a todos um motivo de crédito com o fato de O ter ressuscitado dentre os mortos” (17, 31). De fato, não era suficiente a morte para demonstrar que Jesus é verdadeiramente o Filho de Deus, o Messias esperado. No decorrer da história muitos consagraram a sua vida a uma causa considerada justa e morreram! E permaneceram mortos. A morte do Senhor demonstra o amor imenso com que Ele nos amou até ao sacrifício por nós; mas só a sua ressurreição é “prova certa”, é certeza de que quanto Ele afirma é verdade que vale também para nós, para todos os tempos. Ressuscitando-o, o Pai glorificou-o. São Paulo assim escreve na Carta aos Romanos:  “Se confessares com a tua boca o Senhor Jesus e creres no teu coração que Deus O ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” (10, 9).

O Papa Bento XVI vem sendo o corajoso anunciador da verdade que incomoda: JESUS CRISTO, morto e ressuscitado! Ele está vivo e a sua mensagem e o Seu Evangelho nos interpelam a mudar de vida e a buscar uma coerência evangélica, em defesa da vida e na construção de uma civilização do amor. Embora façamos sempre, em especial neste mês, rezemos neste tempo pascal nas intenções do Romano Pontífice, o Papa.

Quero manifestar meus votos e da Arquidiocese do Rio de Janeiro de felicidade, saúde e vida longa ao Papa BENTO XVI, fazendo minhas as suas proféticas palavras, na sua primeira fala, eleito Pontífice Romano, a 20 de abril de 2005: “Tu és o Cristo! Tu és Pedro! Parece-me reviver a mesma cena evangélica; eu, Sucessor de Pedro, repito com trepidação as palavras trepidantes do pescador da Galileia e ouço novamente, com íntima emoção, a promessa tranquilizante do divino Mestre. Se é enorme o peso da responsabilidade que recai sobre os meus pobres ombros, é certamente desmedido o poder divino sobre o qual posso contar: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (Mt 16, 18). Ao escolher-me para Bispo de Roma, o Senhor quis-me para seu Vigário, quis-me “pedra” sobre a qual todos possam apoiar-se com segurança. Peço-Lhe que auxilie a pobreza das minhas forças, para que eu seja corajoso e fiel Pastor do seu rebanho, sempre dócil às inspirações do seu Espírito.”

Santo Padre, quem o chamou e o colocou à frente da barca de Pedro (é) foi a Trindade. Neste tempo de grandes transformações necessitamos também de grandes profetas, mesmo sabendo que nem sempre são compreendidos e muitas vezes martirizados, mas não temos para onde ir, pois só Cristo tem “palavras de Vida Eterna. Nestes dias em que ressoa em seu coração as mesmas Palavras de Pedro a Jesus: “tu sabes que Te amo”, razão de toda a missão, desejo ao querido Pai e Pastor, “ad multos et multoques annos”. Amém, Aleluia!


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Hilton- Expressão
03.04.2012 - Terça-Feira
O recado que passei anteriormente é extraído da reflexão do Padre Renato sobre o evangelho de hoje.
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03.04.2012 - Terça-Feira
Deus nos deu uma linda missão. Chamou-nos à vida para algo superinteressante. O mundo não seria o mesmo se não tivéssemos nascido. Todavia, muitas vezes traímos a Deus seguindo caminhos que não eram aqueles que Ele pensou para nós. O livre arbítrio e arrogância desmedida nos levaram para o lado oposto da proposta inicial. Isso é muito triste... Infelizmente, também nós, como Judas, temos nossos atos de traição para com Deus. Traímos de tantas maneiras. Não nos compete elencar as traições dos outros. Temos que refletir sobre as nossas. Já é o bastante. Até o fim Jesus dá provas de seu amor carinhoso: mesmo sabendo que Judas vai traí-Lo, ainda assim oferece um bocado de pão macio, ensopado no molho da ternura, da delicadeza e da graça. O amor quando é verdadeiro nunca pede de volta o amor que foi dado. Jesus não pediu de volta o amor com que tinha amado Judas. Com a ferramenta do amor Jesus quer tocar o coração de Judas. Inútil! Seu coração já não tinha mais espaço para a graça, para Deus. A soberba, a arrogância, os interesses particulares roubaram o lugar de Deus em seu coração. A mesquinhez foi mais forte. Você já refletiu que Pedro é tão traidor quanto Judas. Negou 3 vezes. E Jesus também sabia que ele iria negá-lo. Pedro, porém, volta atrás. Desesperadamente se arrepende e deixa novamente o amor tomar conta de seu coração. Isso é sublime: reconhecer o erro e voltar atrás... O amor cura tudo. Só o amor faz Jesus dizer para Pedro que ele o seguirá mais tarde. E como seguiu...
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03.01.2012 - Terça-Feira
Que 2012 seja abençoado, e que possamos levar o nome de Jesus a todos que necessitam. Feliz 2012 a todos os que acompanham a Missão Expressão de Louvor. Fiquem com Deus!!!
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31.12.2011 - Sádado
A cada um que caminha contribui com a evangelização. Um santo ano novo abençoado em especial a Missão Expressão de Louvor. Silvério & Marlene
Hilton- Expressão
23.12.2011 - Sexta-Feira
Um Feliz e Abençoado Natal s todos que o Menino Jesus se faça presente nos corações não só neste dia como em todo o sempre.
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