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Advento do Salvador

Advento do Salvador

02.12.2010

Por: Cardeal Geraldo Majella Agnelo

O Tempo do Advento chegou e somos convidados a iniciar a preparação da vinda do Salvador no seu Natal. Estamos sempre ligados à eternidade. Nascemos para viver sempre. Enquanto vivemos na terra, cada ano somos convidados a repassar toda a história da salvação através da Liturgia que se torna um sacramento de nossa fé.

Na verdade, a Palavra de Deus proclamada e explicada em nossas celebrações ilumina nosso caminho e a Eucaristia nos alimenta com o corpo e o sangue do Senhor sacrificado por nós na cruz.

Advento significa: ele virá. Revivemos a história da humanidade. A promessa do salvador foi feita ainda na manhã do pecado, como assinala o Livro do Genesis.

A história narrada na Bíblia abre-se com a sofrida pergunta de Deus Pai: “Adão, onde estás?” (Gênesis 3, 9) e se conclui com a trepidante prece da Igreja que, voltando-se a Cristo seu Esposo, invoca: “Vem!” (Apocalipse 22,7). Entre os dois extremos se desenrola o longo caminho da humanidade que toma progressivamente consciência do amor de Deus.

Demorou, no entanto, o inicio da realização do desígnio de Deus. Cerca de mil e quinhentos anos antes de Cristo, Deus chamou um homem, Abraão, que se tornou o pai do povo de Deus, não só do povo de Israel mas também de todos os que acreditaram em Deus. Abraão viveu profundamente a fé na Palavra de Deus, e com ele, começou a esperança da humanidade de um tempo novo, baseado na busca da verdade, da justiça, da fraternidade.

A primeira etapa da pergunta ´quem é Deus´ abarca todo o Antigo Testamento, pondo em evidência a procura incansável do homem por parte de Deus. Ele chama cada pessoa: Abraão, Isaac, Jacó; adota um inteiro povo que se revela incapaz de lhe ser fiel. Deus envia profetas para que denunciem com palavras e a vida as incoerências do povo e o ajudem a reencontrar os esplêndidos horizontes que Deus reserva aos seus.

Na segunda etapa, o “onde estás?” de Deus encontra a sua expressão mais radical na vida de Jesus de Nazaré. Nele é Deus mesmo que se inclina sobre o homem alquebrado nas suas misérias. Como um servo, Jesus se despoja de tudo, sobe despojado sobre a cruz. Lá, no Gólgota, Deus totalmente desarmado reabraça a humanidade condividindo com ela a força da ressurreição.

A terceira etapa é, enfim, atravessada pela trepidação da humanidade renovada. Ela vive do amor de Deus e o comunica ao mundo. Paulo, Pedro, Tiago, João com seus escritos, não fizeram outra coisa que exprimir o eco de uma boa notícia que vence qualquer obstáculo para atingir todos os povos da terra. A história da salvação entrelaça, sobre esse fundo, páginas sofridas e luminosas, personagens exemplares e abjetas, o amor e o ódio, a paixão e ternura de um Deus que sem trégua procura o homem.

Inicialmente, o homem bíblico pensa Deus segundo categorias antropomórficas. Imagens de Deus artesão modelando Adão com o barro; de Deus guerreiro “que combate a favor de seu povo”; de Deus ciumento, pronto a reprimir toda infidelidade; de Deus terrível que dita leis desde um turbilhão de fogo. A paz mesma, o bem estar, a vitória sobre inimigos são interpretados como prêmio à fidelidade para com a aliança; as deportações e as destruições tornam-se fruto da infidelidade e da desordem moral.

Deus é o Pai que forma seus filhos. É o anúncio dos profetas a lançar novas luzes sobre a compreensão do rosto de Deus: ele é o amante apaixonado, o esposo ferido, a mãe que nutre, o pai que educa, o pastor que conduz, o vaso que plasma, o  vinhateiro paciente. Lidas e meditadas à luz da experiência histórica vivida pelo povo, essas imagens revelam Deus em caminho com o seu povo, com o vulto coberto de pó e as sandálias rotas.

No tempo do Advento recordamos que o Senhor já veio. Recordar significa colocar de novo no coração, recordamos o Senhor nascido em Belém para nós. Mas o Advento nos faz também esperar sua vinda futura. Jesus nos disse que virá no fim dos tempos. Reunirá os seus discípulos no seu reino, reino de viventes porque ele venceu a morte e entregará o seu Reino ao Pai, para sempre.

Nossa história se coloca entre as duas vindas do Senhor. Há lugar para o Senhor? Tempo de fé e de esperança.


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O recado que passei anteriormente é extraído da reflexão do Padre Renato sobre o evangelho de hoje.
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Deus nos deu uma linda missão. Chamou-nos à vida para algo superinteressante. O mundo não seria o mesmo se não tivéssemos nascido. Todavia, muitas vezes traímos a Deus seguindo caminhos que não eram aqueles que Ele pensou para nós. O livre arbítrio e arrogância desmedida nos levaram para o lado oposto da proposta inicial. Isso é muito triste... Infelizmente, também nós, como Judas, temos nossos atos de traição para com Deus. Traímos de tantas maneiras. Não nos compete elencar as traições dos outros. Temos que refletir sobre as nossas. Já é o bastante. Até o fim Jesus dá provas de seu amor carinhoso: mesmo sabendo que Judas vai traí-Lo, ainda assim oferece um bocado de pão macio, ensopado no molho da ternura, da delicadeza e da graça. O amor quando é verdadeiro nunca pede de volta o amor que foi dado. Jesus não pediu de volta o amor com que tinha amado Judas. Com a ferramenta do amor Jesus quer tocar o coração de Judas. Inútil! Seu coração já não tinha mais espaço para a graça, para Deus. A soberba, a arrogância, os interesses particulares roubaram o lugar de Deus em seu coração. A mesquinhez foi mais forte. Você já refletiu que Pedro é tão traidor quanto Judas. Negou 3 vezes. E Jesus também sabia que ele iria negá-lo. Pedro, porém, volta atrás. Desesperadamente se arrepende e deixa novamente o amor tomar conta de seu coração. Isso é sublime: reconhecer o erro e voltar atrás... O amor cura tudo. Só o amor faz Jesus dizer para Pedro que ele o seguirá mais tarde. E como seguiu...
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Que 2012 seja abençoado, e que possamos levar o nome de Jesus a todos que necessitam. Feliz 2012 a todos os que acompanham a Missão Expressão de Louvor. Fiquem com Deus!!!
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A cada um que caminha contribui com a evangelização. Um santo ano novo abençoado em especial a Missão Expressão de Louvor. Silvério & Marlene
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Um Feliz e Abençoado Natal s todos que o Menino Jesus se faça presente nos corações não só neste dia como em todo o sempre.
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